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quarta-feira, 11 de março de 2009

O que se conta

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Contam-se estrelas, mas vem alguém explicar as constelações. É que o céu na Prata da Mata, sem interferência da luz urbana, por vezes fica de um azul tão escuro que nenhuma gente, grande ou pequena, deixa de se deslubrar.


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Contam-se pés de feijão gigante - feijão de porco, posto no pomar para nitrogenar a terra, mas lembra-se do "João e o Pé de feijão". É que de tão alto que é lá, dá para imaginar o João chegando pelas ramas.


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Dorme dorme durmideira prá acordar segunda-feira.


http://www.flickr.com/photos/artexplorer/sets/72157606451855044/

E o vento fazendo redemoinho na capoeira? E estala aqui, desanda ali e esconde algo acolá.
Claro, é o saci, que na Prata da Mata não é o coisa ruim, mas um moleque espevitado e alegre a fazer brincadeiras de se lembrar que é tempo essencial de ser feliz.


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEibEMJU_OaZtFKp7Z-Vz0ZBpU73npcFhV05I-43n56ogJvEqT8r-NTyDzaZ3IHud4QDOYBKr4kqfjgTlq-WPfBl1nuejUO9Q9q12L9MBiBeJHTdf-HLaaUxJHplQ46_iwnqZ4hjdkPG74O4/s400/O_Meu_Pe_de_Laranja_Lima.jpg

Conta-se do pé de laranja lima, que é meu, é seu e é de quem de bem chegar.


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E da onça que veio beber água, mas deu no lago de Avalon e pôs-se a dançar numa grande roda com os peixes e gentes e fadas, gnomos, duendes e demais elementais que habitam por lá.


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E também do sapo que toca tambor, no meio da noite. Acho que chamando a bicharada para dançar, mas os únicos que atendem são os pririlampos, que no silencio da mata escura pulam, piscam e dão piruetas ante as radiantes quaresmeiras.