quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Microconto

By Pet


Uma gatinha muito brincalhona, a Frederica.

Um dia só quis dormir.




domingo, 31 de outubro de 2010

Mais uma etapa para o Brasil

Me premitam um momento de ufanismo, pois meu Brasil quis Dilma,
Meu Brasil quis continuar...
Agora é Dilma é a vez da mulher!
Que assim seja!
E eu daqui sempre torcendo pelo Brasil!
O que mais mais posso querer se constato que nós podemos tudo?
É a força da militancia! É a força da maioria do povo brasileiro.
Viva!
Sucesso Dilma!
Só temos uma alternativa: Acertar!

segunda-feira, 30 de março de 2009

Ora-pro-nobis

Ora-pro-nobis-peréskia aculeata miller

Gente! Não bastasse uma planta robusta, folhas verdíssimas e suculentas e as linda flores, ela é um cacto delicioso! Mas fiquem atentos, a flor só dura um dia. Sim, estou falando da "ora-pro-nobis", que será minha cerca viva, já que os espinhos impõem respeito.

Ricas em proteína, vitaminas A, B e C; minerais como cálcio, fósforo e ferro, estamos experimentando pratos deliciosos com frango, ometele, quiche, massas verdes (pães/tortas) e saladas. Com todo respeito a bela planta, há que se degustar de joelhos, em prece pelo pecado da gula. Embora muitos não a conheçam, em Minas ora-pro-nobis é bem apreciada e já é cultivada para fins comerciais. O sabor me lembrou a bertalha, que comia quando menina, no Rio de Janeiro.

O ora-pro-nobis (pereskia aculeata Miller), do latim “orai por nós”, é uma planta cactácea que nasce em formato de moita. Dizem que seu nome foi criado por pessoas que colhiam a planta no quintal de um padre, enquanto ele rezava o seu “ora-pro-nobis”.http://www.melissotroficas.com.br/orapronobis/ora_03.asp

sexta-feira, 20 de março de 2009

Cyca revoluta

http://www.palm-trees.net/images/Palm_Tree/sago/sago.jpg
Cycas revoluta


Empresto o poema de Cora Coralina
porque me é caro
porque eternos são o amor e a ternura.

Este é um poema de amor
tão meigo, tão terno, tão teu...
É uma oferenda aos teus momentos
de luta e de brisa e de céu...

Que assim seja!

quarta-feira, 18 de março de 2009

Bem me quer

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Bem me quer, mal me quer. Bem me quer, mal me quer... Bem me quer.
Era exatamente assim que se queria que acabassem as pétalas: No bem me quer. O coração disparava e era quase uma sentença. Se não terminasse em bem me quer, tantas flores eram despetaladas até que se conseguisse o intento. E quanto se quis assim se fez.
Hoje fica a lembrança e para por reparo , um canteiro coberto delas, brancas e amarelas, dourando a Prata da Mata.

Maria Sem Vergonha no meu jardim

Beijos enfeitando a Prata da Mata

http://lh4.ggpht.com/_T2q13RebYZY/R09UeyhVGYI/AAAAAAAACRQ/yggd7lHsxxs/DSC00367.JPG

Beijo/Maria sem vergonha - Impatiens walleriana

Maria Sem Vergonha...
De beijar, de ser bonita, de ser feliz e de dar o ano inteiro, numa explosão hiperativa de cores.
Originária da África, ainda que seja uma planta rústica, a Maria Sem Vergonha ou Beijo é exigente de solo fértil, úmido e rico em materia orgânica. Em regiões de clima frio, dê-lhe sol pleno e nas mais quentes, meia-sombra.
Querendo suas sementes, chegue com carinho. Há que se respeitar uma femea prenhe. Na determinação de se multiplicar, suas válvulas descarregam as sementes maduras a metros de distância. Assim mesmo – não me toque - sem que se consiga segurar, as explosivas Impatiens walleriana estão lá, lindas numa dança de cores dando conta de nossa impulsividade; impaciencia; irritação; tensão, agitação; insonia e hipertensão e alegrando nosso jardim.

segunda-feira, 16 de março de 2009

De Daniel e Clodoaldo

Daniel sapo cururu - bufo ictericus


Gente, acho que o Daniel (nosso amigo sapo) é muito menino ainda ou muito discreto em suas incursões amorosas. Nunca o ouvimos coachar. Dizem que os sapos coacham para seduzir as femeas e que até mudam o coachado se imitados pelos humanos. Eles não querem ser confundidos... Muito espertos.
Estamos achando que se trata de um sapo cururu - bufo ictericus, pois cresce muito a cada dia e sendo assim, contamos com sua companhia por pelo menos 15 anos. Ainda temos que descobrir se Daniel é macho ou fêmea.
Hoje li a crônica do Sapo Clodoaldo, pela amiga Tania, da Armação dos Anjos, que consta da Usina de letras. Então empresto as palavras dela para traduzir um pouco de nossa amizade com o nosso vizinho Daniel, que partilha nosso chalé sendo bem aceito por todos os frequentadores.
Posto aqui, que vale o registro:

A visita de Clodoaldo - Tânia Cristina Barros de Aguiar

Leve barulho. Saio da sala para investigar...dou de cara com o Clodoaldo. Quiçá a sexta geração, ocupando o mesmo lugar na varanda. Todo verão. Aliás, somente ganhou nome e regalias lá pelo terceiro deles. Como não reconheço sinais específicos, prefiro pensar que é o velho amigo de sempre, com seus olhos tristes, quietos, se fazendo de invisível.
- Olá, Clodô... quanto tempo, hein?
Dia seguinte, cedo. Chega a telefônica. O defeito de sempre, na linha da internet. Barulhos. Tantos e tão instigantes que cheguei a pensar em contatos extraterrenos. Como o defeito se repete e é consertado na mesma tomada que ninguém usa – simples passagem - fica o mistério.
Gentilmente, aviso:
- Cuidado com o Clodoaldo.
É que a telefônica sempre começa sua árdua investigação de defeitos repetidos na caixa de entrada, na varanda. Quero evitar pisões e gritos.
- Ah, não, moça. Melhor prender o cachorro.
- Cachorro? Que cachorro? Ah, não, Clodoaldo é o meu sapo.
Pronto.
- Sapo? Que sapo? A senhora (já muda o tom de voz) tem sapo?
Resumo: deixou-me o conserto pela metade. Estou incomunicável das 22 horas em diante. Pelo telefone, claro.
À noite, filha pergunta pelo jantar.
- Está na geladeira de fora. Vai pegar.
- Não vou não, o sapo ta lá.
Dia seguinte, Marta, a secretária:
- Corre Edu , corre aqui que tem um sapo enorme.
Vai-se o marido desabalado e eu atrás: larga meu sapo. Quem triscar no Clodoaldo, vai se ver comigo. Larga ele, larga ele. É o Clodoaldo, é o Clodoaldo.
Marta, desesperada: ele vai ficar aí, é? Você não tem medo de sapo?
Não respondo. Tenho lá medo de sapo. Ainda fosse uma barata, aí sim, valia uns bons gritos, corridas pela casa. Nem posso correr, ficaria com os gritos. Mas o Clodoaldo? Tem dó... Clodoaldo, é visita.
Dia seguinte, à noite, Melissa chega.
- Tia, a Amanda falou que tem um sapo na varanda. É verdade? Ele taí? Aonde? Ai, meu Deus, cadê o sapo?
- Sossega, Melissa. Clodoaldo sumiu. Não sei porque... Sempre passa o verão inteiro.
Desconfio do Edu. Pergunto:
- Edu, você viu o Clodoaldo?
- Clodoaldo? Que Clodoaldo?
-O sapo, Edu. O sapo.
Meio disfarçado:
- Vi. Tava na horta, debaixo das alfaces.
Eu, séria, encarando:
- É? E cadê ele, agora?
Se entrega:
- Não sei. Tava lá. Eu não matei ele não. Mas, quase. Pensei: comer alface com gosto de costa de sapo?
Ora, que gosto tem costa de sapo? Sapo na alface? Nunca vi. E tenho história de colher alface...
Sábado, dias depois, chegando em casa de madrugada, tive a impressão de ouvir coaxar. Clodoaldo é sempre tão silencioso... Bem, quem sabe encontrou sua sapa-metade e está cantando de feliz... Afinal, hoje, meu gnomo preferido – o Folhaverde – estava caído de lado, debaixo do pé de eucalipto, um local úmido, sombreado, propício a noites de paixão anfíbia, com pulos e coaxares.
Dez/2000.
Tânia Aguiar é aquariana e poeta.

quarta-feira, 11 de março de 2009

O que se conta

http://www.nightskyinfo.com/archive/pleiades/pleiades.jpg

Contam-se estrelas, mas vem alguém explicar as constelações. É que o céu na Prata da Mata, sem interferência da luz urbana, por vezes fica de um azul tão escuro que nenhuma gente, grande ou pequena, deixa de se deslubrar.


http://www.iac.sp.gov.br/Tecnologias/feijaodeporco/semente%20feij%C3%A3o-de-porco.jpg

Contam-se pés de feijão gigante - feijão de porco, posto no pomar para nitrogenar a terra, mas lembra-se do "João e o Pé de feijão". É que de tão alto que é lá, dá para imaginar o João chegando pelas ramas.


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Dorme dorme durmideira prá acordar segunda-feira.


http://www.flickr.com/photos/artexplorer/sets/72157606451855044/

E o vento fazendo redemoinho na capoeira? E estala aqui, desanda ali e esconde algo acolá.
Claro, é o saci, que na Prata da Mata não é o coisa ruim, mas um moleque espevitado e alegre a fazer brincadeiras de se lembrar que é tempo essencial de ser feliz.


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Conta-se do pé de laranja lima, que é meu, é seu e é de quem de bem chegar.


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E da onça que veio beber água, mas deu no lago de Avalon e pôs-se a dançar numa grande roda com os peixes e gentes e fadas, gnomos, duendes e demais elementais que habitam por lá.


http://www.folhavitoria.com.br/site/img/lib/12045043475.jpg

E também do sapo que toca tambor, no meio da noite. Acho que chamando a bicharada para dançar, mas os únicos que atendem são os pririlampos, que no silencio da mata escura pulam, piscam e dão piruetas ante as radiantes quaresmeiras.

O que se planta e colhe

Jabuticabas brancas - média 3 cm de diâmetro.


Orquídeas


Camomila


Glória da manhã


Rosas


Érica lilás


Camomila


Aipim


Mini beringelas - excelentes conservas.


mini beringelas, batatas-doces, cenouras, mini cenouras, páprica doce.

O que se avista

Entre a mata e as palmeiras Indaiá.



filhote de ouriço-caxeiro/porco espinho


Mariposas diversas são o show da noite.


Literalmente entre cobras e lagartos... E outros bichos.

Teiú na estrada... Sempre na estrada.


Cobra verde, que susto! Meu e dela que velozmente correu de mim.


Sapo Daniel, entre confetes e serpentinas... a atração do carnaval. Impassível! Além das crianças, única testemunha sóbria. Salve Daniel!